Prosseguindo a analogia, abundam as discussões desse gênero porque cada explorador fala de uma faixa diferente do espectro da consciência e, se isso fosse compreendido, os motivos de tais discussões se evaporariam - pois uma discussão só pode ser legitimamente sustentada se os participantes estiverem falando a respeito do mesmo nível. A argumentação seria - na maior parte dos casos - substituída por algo afim do princípio de complementaridade de Bohr. A informação procedente dos e sobre os diferentes níveis vibratórios das faixas da consciência - se bem fossem, superficialmente, tão diferentes quanto os raios X e as ondas de rádio - seria integrada e sintetizada num espectro, num arco-íris. O fato de ser cada abordagem, cada nível, cada faixa apenas uma entre várias outras faixas não deveria, de maneira alguma, comprometer a integridade nem o valor dos níveis individuais nem da pesquisa levada a efeito nesses níveis. Pelo contrário, sendo uma manifestação particular do espectro, cada faixa ou nível só é o que é em razão das outras faixas. A cor azul não é menos bela porque existe ao lado das outras cores do arco-íris, e a própria "azulidade" depende da existência das outras cores, pois se a única cor existente fosse o azul, nunca seríamos capazes de vê-lo. Nesse tipo de síntese, nenhum enfoque, seja oriental, seja ocidental, tem alguma coisa a perder - antes, pelo contrário, todos ganham um enfoque universal, holístico.
Em todo o correr desse blog, sempre que nos referirmos à consciência como a um espectro, ou como composta de numerosas faixas ou níveis vibratórios, o significado permanecerá estritamente metafórico. Propriamente falando, a consciência não é um espectro - mas convém, para finalidades de comunicação e investigação, tratá-la como tal. Em outras palavras, estamos criando um modelo, no sentido científico do termo, muito parecido com o modelo de Michaelis-Menton de cinética enzimática, o modelo óctuplo do núcleo atômico, ou o modelo da excitação visual baseada na fotoisomerização da rodopsina. A fim de completar essa discussão introdutória do espectro da consciência, resta-nos fazer apenas breve identificação dos níveis básicos da consciência que serão tratados nesta síntese.
Em todo o correr desse blog, sempre que nos referirmos à consciência como a um espectro, ou como composta de numerosas faixas ou níveis vibratórios, o significado permanecerá estritamente metafórico. Propriamente falando, a consciência não é um espectro - mas convém, para finalidades de comunicação e investigação, tratá-la como tal. Em outras palavras, estamos criando um modelo, no sentido científico do termo, muito parecido com o modelo de Michaelis-Menton de cinética enzimática, o modelo óctuplo do núcleo atômico, ou o modelo da excitação visual baseada na fotoisomerização da rodopsina. A fim de completar essa discussão introdutória do espectro da consciência, resta-nos fazer apenas breve identificação dos níveis básicos da consciência que serão tratados nesta síntese.
Nenhum comentário:
Postar um comentário