Estabeleça-se de uma vez por todas que esta síntese não colima, de maneira alguma, resolver disputas ora em curso nos mesmos níveis, como, por exemplo, se eu, tenho um medo fóbico de falar em público, devo ir a um psicanalista ou a um behaviorista? Só com o tempo e novas experimentações seremos capazes de delinear os vários méritos de cada abordagem. A presente síntese, todavia, tenta responder a perguntas como esta: "De um modo geral, sinto-me infeliz em relação à vida - devo seguir a psicoterapia ou o Budistmo Mahayana?" com a resposta: "Você tem plena liberdade de seguir a ambos, pois tais enfoques se referem a níveis diferentes e, portanto, não estão fundamentalmente em conflito um com o outro".
Ora, o Nível do Ego é a faixa da consciência que compreende o nosso papel, a imagem que temos de nós mesmos, com os seus aspectos conscientes e inconscientes, bem como a natureza analítica e discriminativa do intelecto, da nossa "mente". O segundo nível principal, o Nível Existencial, envolve o nosso organismo total, tanto o soma quanto a psique e, assim, compreende nosso sentido básico de existência, de ser, a par com nossas premissas culturais, que modelam de muitas maneiras a sensação básica de existência. Entre outras coisas, o Nível Existencial forma o referente sensorial da nossa auto-imagem: é o que sentimos quando evocamos mentalmente o símbolo da nossa auto-imagem. Forma, em suma, a fonte persistente e irredutível de uma consciência separada do Eu. O terceiro nível básico, aqui denominado Mente, costuma ser cognomidado consciência mística, e inclui a sensação de que nos identificamos fundamentalmente com o universo. Assim sendo, onde o Nível do Ego inclui a mente e o Nível Existencial inclui a mente e o corpo, o Nível da Mente inclui a mente, o corpo e o resto do universo. Essa sensação de identificação com o universo é muito mais comum do que poderíamos supor inicialmente, pois - num determinado sentido, que tentaremos explicar - é o próprio fundamento de todas as sensações. Em poucas palavras, o Nível do Ego é o que sentimos quando nos sentimos pai, mãe, advogado, homem de negócios, brasileiro, ou qualquer outro papel ou imagem particular. O Nível Existencial é o que sentimos "debaixo" da nossa auto-imagem; ou seja, é a sensação de existência organísmica total, a convicção íntima de que existimos como o sujeito separado de todas as nossas experiências. O Nível da Mente - como buscaremos demonstrar - é o que estamos sentindo nesse momento antes de sentirmos qualquer outra coisa - uma sensação de identificação com o cosmo.
O Nível do Ego e o Nível Existencial constinuem, juntos, nossa sensação geral de sermos um indivíduo existente por si mesmo e separado, e foi a esses níveis que a maioria dos enfoques ocidentais se dirigiu. Por outro lado, as disciplinas orientais, via de regra, se ocupam mais do Nível da mente e, dessarte, tendem a passar ao largo dos níveis da egocentricidade. Em resumo, as psicoterapias ocidentais visam "remendar" o eu individual, ao passo que as abordagens orientais se propõem transcendê-lo.
Desse modo, enquanto estamos no Nível do Ego ou no Nível Existencial, aproveitemos os métodos existentes - em grande parte "ocidentais" - de criar egos sadios, integrar projeções, entrar em luta com impulsos e desejos inconscientes, realinhar estruturalmente nossas posturas corporais, aceitar a responsabilidade por estarmos no mundo, lidar com neuroses, viver em toda a plenitude o nosso potencial de indivíduos. Mas se quisermos tentar ultrapassar os confins do eu individual, descobrir um nível ainda mais rico e mais pleno de consciência, procuremos aprender com aqueles investigadores - em sua maioria "orientais" - do Nível da Mente, da percepção mística, da consciência cósmica.
Ora, o Nível do Ego é a faixa da consciência que compreende o nosso papel, a imagem que temos de nós mesmos, com os seus aspectos conscientes e inconscientes, bem como a natureza analítica e discriminativa do intelecto, da nossa "mente". O segundo nível principal, o Nível Existencial, envolve o nosso organismo total, tanto o soma quanto a psique e, assim, compreende nosso sentido básico de existência, de ser, a par com nossas premissas culturais, que modelam de muitas maneiras a sensação básica de existência. Entre outras coisas, o Nível Existencial forma o referente sensorial da nossa auto-imagem: é o que sentimos quando evocamos mentalmente o símbolo da nossa auto-imagem. Forma, em suma, a fonte persistente e irredutível de uma consciência separada do Eu. O terceiro nível básico, aqui denominado Mente, costuma ser cognomidado consciência mística, e inclui a sensação de que nos identificamos fundamentalmente com o universo. Assim sendo, onde o Nível do Ego inclui a mente e o Nível Existencial inclui a mente e o corpo, o Nível da Mente inclui a mente, o corpo e o resto do universo. Essa sensação de identificação com o universo é muito mais comum do que poderíamos supor inicialmente, pois - num determinado sentido, que tentaremos explicar - é o próprio fundamento de todas as sensações. Em poucas palavras, o Nível do Ego é o que sentimos quando nos sentimos pai, mãe, advogado, homem de negócios, brasileiro, ou qualquer outro papel ou imagem particular. O Nível Existencial é o que sentimos "debaixo" da nossa auto-imagem; ou seja, é a sensação de existência organísmica total, a convicção íntima de que existimos como o sujeito separado de todas as nossas experiências. O Nível da Mente - como buscaremos demonstrar - é o que estamos sentindo nesse momento antes de sentirmos qualquer outra coisa - uma sensação de identificação com o cosmo.
O Nível do Ego e o Nível Existencial constinuem, juntos, nossa sensação geral de sermos um indivíduo existente por si mesmo e separado, e foi a esses níveis que a maioria dos enfoques ocidentais se dirigiu. Por outro lado, as disciplinas orientais, via de regra, se ocupam mais do Nível da mente e, dessarte, tendem a passar ao largo dos níveis da egocentricidade. Em resumo, as psicoterapias ocidentais visam "remendar" o eu individual, ao passo que as abordagens orientais se propõem transcendê-lo.
Desse modo, enquanto estamos no Nível do Ego ou no Nível Existencial, aproveitemos os métodos existentes - em grande parte "ocidentais" - de criar egos sadios, integrar projeções, entrar em luta com impulsos e desejos inconscientes, realinhar estruturalmente nossas posturas corporais, aceitar a responsabilidade por estarmos no mundo, lidar com neuroses, viver em toda a plenitude o nosso potencial de indivíduos. Mas se quisermos tentar ultrapassar os confins do eu individual, descobrir um nível ainda mais rico e mais pleno de consciência, procuremos aprender com aqueles investigadores - em sua maioria "orientais" - do Nível da Mente, da percepção mística, da consciência cósmica.
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