De mais a mais, as disciplinas orientais como o Vedanta ou o Zen, não são teorias, filosofias, psicologias ou religiões - são, primeiro que tudo, um conjunto de experiências no sentido rigorosamente científico do termo. Compreendem uma série de regras ou injunções que, seguidas à risca e de maneira apropriada, resultarão no descobrimento do Nível da Mente. Recusar-nos a examinar os resultados de experimentos científicos dessa natureza porque não gostamos dos dados assim obtidos é, em si mesmo, um gesto profundamente não-científico. Segundo as palavras de Ananda Coomaraswamy:
Exatamente qual é esse Caminho veremos daqui a pouco. O ponto que aqui merece ser lembrado é que, quando falamos da Mente, ou do Absoluto, ou da percepção mística, não estamos falando de um ponto de vista puramente especulativo. Estamos, antes, proclamando dados obtidos experimentalmente, e o cientista que se põe a rir diante de tais resultados, sem ter tido antes o cuidado de realizar o experimento, não passa de um diletante, um cientista no sentido mais estreito e empobrecido do termo.
Está claro que isso não invalida, de maneira alguma, as contribuições feitas pelos investigadores confinados num determinado nível, e que talvez nunca tenham ouvido falar no Nível da Mente, quanto mais tentado atingi-lo, pois as suas descobertas sobre o seu próprio nível são de valor inestimável. Isso sugere, todavia, que um pesquisador que, só tendo consciência de um nível, nega a realidade dos outros, é muito parecido com a cauda que nega a existência do cachorro.
Não seria científico dizer que tais consecuções são impossíveis, a menos que se tenham feito experiências de acordo com as disciplinas prescritas e perfeitamente inteligíveis ... Que isto é assim [a saber, que a Mente existe ou que a percepção mística é possível] não pode ser demonstrado na sala de aulas, onde lidamos apenas com tangíveis quantitativos. Ao mesmo tempo, não seria científico negar uma pressuposição cuja prova experimental é possível. No caso presente existe um Caminho [isto é, um experimento] prescrito para os que consentirem em segui-lo...
Exatamente qual é esse Caminho veremos daqui a pouco. O ponto que aqui merece ser lembrado é que, quando falamos da Mente, ou do Absoluto, ou da percepção mística, não estamos falando de um ponto de vista puramente especulativo. Estamos, antes, proclamando dados obtidos experimentalmente, e o cientista que se põe a rir diante de tais resultados, sem ter tido antes o cuidado de realizar o experimento, não passa de um diletante, um cientista no sentido mais estreito e empobrecido do termo.
Está claro que isso não invalida, de maneira alguma, as contribuições feitas pelos investigadores confinados num determinado nível, e que talvez nunca tenham ouvido falar no Nível da Mente, quanto mais tentado atingi-lo, pois as suas descobertas sobre o seu próprio nível são de valor inestimável. Isso sugere, todavia, que um pesquisador que, só tendo consciência de um nível, nega a realidade dos outros, é muito parecido com a cauda que nega a existência do cachorro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário